O Tribunal do Júri da 1ª Vara de Lago da Pedra condenou Ana Paula Cunha da Silva a 21 anos e nove meses de reclusão em regime inicialmente fechado. Ela foi julgada pelo assassinato da própria filha, uma criança de seis anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocorrido em janeiro de 2022.
De acordo com as investigações conduzidas pela Justiça e pelo Ministério Público, a menina foi vítima de asfixia por intoxicação exógena após ingerir o agrotóxico Terbufós, popularmente conhecido como "chumbinho".
O caso e as investigações
O crime chocou a região pela crueldade e premeditação. No dia dos fatos, a ré — que trabalhava em um hospital — foi até a residência onde a filha vivia sob os cuidados da avó materna. A investigação apontou que a motivação do crime estava ligada à recusa da mãe em arcar com as responsabilidades e o acompanhamento multidisciplinar exigido pela condição da criança.
Durante o julgamento presidido pela juíza Sheila Silva Cunha, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a denúncia. Os jurados reconheceram que a ré foi diretamente responsável por fornecer a substância tóxica. Após a leitura da sentença, a condenada foi encaminhada para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.






