Senadores eleitos na chapa de Braide seguem caminhos diferentes no segundo turno
A política maranhense ganhou um novo capítulo após a eleição de Eduardo Braide (PSD) para o Governo do Maranhão e a escolha de André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) para representar o estado no Senado Federal.
Os três estiveram juntos no projeto político que disputou as eleições estaduais de 2026. Braide foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Fufuca e Lahesio conquistaram as duas vagas do Maranhão no Senado.
Agora, porém, a aliança estadual apresenta posições diferentes na disputa presidencial.
Fufuca declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Lahesio Bonfim, por outro lado, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Fufuca tem histórico de aproximação com Lula
A posição de André Fufuca não é nova. Antes de disputar o Senado, o político maranhense integrou o governo federal como ministro do Esporte no governo Lula, cargo que assumiu em setembro de 2023.
Ainda durante sua passagem pelo governo federal, Fufuca declarou apoio a Lula para a eleição de 2026. Em 2025, o então ministro afirmou publicamente que votaria no presidente, mesmo diante de divergências dentro de seu partido, o Progressistas.
Após ser eleito senador pelo Maranhão, Fufuca voltou a confirmar nesta segunda-feira (5) que apoiará Lula no segundo turno da eleição presidencial.
Lahesio mantém alinhamento com o campo bolsonarista
Do outro lado está Lahesio Bonfim. O senador eleito pelo Maranhão declarou apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno presidencial.
Lahesio construiu sua trajetória política recente associado a posições de direita e ao campo político ligado à família Bolsonaro. Na atual eleição presidencial, confirmou esse alinhamento ao anunciar que apoiará a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Com isso, os dois senadores eleitos na mesma chapa estadual passam a atuar em lados diferentes na disputa pela Presidência da República.
Uma mesma chapa, duas posições para presidente
Durante a campanha para o Senado, Fufuca e Lahesio dividiram o mesmo palanque e fizeram campanha conjunta dentro da aliança liderada por Eduardo Braide.
A parceria chegou a ser marcada pelo slogan “Fufuca é Lahesio e Lahesio é Fufuca”, utilizado durante a campanha eleitoral. Os dois também receberam o apoio de Braide na disputa pelas duas vagas do Senado.
Nas urnas, Fufuca terminou em primeiro lugar, com 1.530.187 votos, enquanto Lahesio Bonfim conquistou 1.471.859 votos, garantindo a segunda vaga do Maranhão no Senado.
E Eduardo Braide?
No meio dessa divisão está Eduardo Braide, que mantém uma postura diferente dos dois senadores eleitos.
Desde sua trajetória política, inclusive durante o período em que comandou a Prefeitura de São Luís, Braide adotou uma postura de maior distância em relação à polarização nacional, sem vincular publicamente sua atuação política estadual a um dos principais grupos da disputa presidencial.
Agora, depois de ser eleito governador do Maranhão no primeiro turno, Braide voltou a evitar um posicionamento entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Em entrevista nesta segunda-feira (5), Braide afirmou que, neste momento, não pretende declarar apoio a nenhum dos dois candidatos que disputarão o segundo turno presidencial. O governador eleito também destacou a intenção de manter uma relação institucional com quem estiver à frente do governo federal.
O cenário político do Maranhão
O resultado cria uma situação peculiar na política maranhense: o governador eleito e os dois senadores que fizeram parte de sua chapa apresentam posturas diferentes diante da eleição presidencial.
Fufuca está com Lula. Lahesio está com Flávio Bolsonaro. Braide, por sua vez, mantém distância da disputa presidencial neste momento.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para 25 de outubro. A partir de agora, o posicionamento das principais lideranças políticas do Maranhão será acompanhado de perto, especialmente diante da nova configuração política formada após as eleições estaduais.
O cenário mostra que a aliança construída para a eleição estadual não significa necessariamente uma posição única em relação à disputa presidencial. No Maranhão, os três principais nomes desse grupo seguem, neste momento, estratégias diferentes para o segundo turno.






